Quando analisamos um mapa, enxergamos
onde estão os rios, lagos, montanhas e praias. Quando olhamos para o nosso
corpo, em primeiro momento, vemos um rosto, braços, pernas e tronco. Mas esse
não é o único mapa que possuímos. As células do nosso organismo formam um
precioso mapa. Nelas nós guardamos experiências vividas: Traumas, dificuldades,
problemas e conquistas. Cada um desses momentos deixaram uma marca que pode ser
positiva ou negativa. As experiências ruins por vezes podem levar o organismo a
não funcionar de forma correta. As células perdem sua vitalidade e com isso,
tecidos e órgãos deixam de trabalhar de forma saudável. Surgem dores crônicas,
problemas no estômago, insônia e até depressão. Sintomas que podem ter a causa
primária identificada quando o corpo passa pela MICROFISIOTERAPIA.
Criada na França na década de 70 por
Daniel Grojean e Patrice Benine, o método é um braço da terapia manual e pode
ser aplicado tanto para diagnóstico como para tratamento. Os pontos endurecidos
mostram a origem primária de muitas doenças. Esses pontos são descobertos por
meio da palpação que é suave e feita ao longo do corpo. Por meio da Microfisioterapia
o organismo se desfaz das cicatrizes geradas por memórias antigas e começa o
processo de autocura.
Indicada para todas as idades,
inclusive em bebês, a Microfisioterapia é a técnica capaz de ler o mapa do nosso
corpo e trazer cura pelo toque das mãos.
Será que estamos dispostos a unir mente e corpo a algo maior e talvez invisível em um mundo cada vez mais frio, físico e robótico?
Todos nós temos uma espécie de sabedoria interna. De alguma forma nosso Ser consegue sentir o que é bom, ruim, o caminho que deve ser seguido ou desviado, feito ou evitado - Uma forma de acessar um banco de dados inconsciente.
Intuição por definição é o ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise.
Tendemos a nos dedicar cada vez mais ao pensamento analítico. Arriscando esquecer que para isso, nossos antepassados precisaram confiar em um pensamento primitivo, mágico, espiritual e experimental até que houvesse uma lógica analítica e científica.
Uma das coisas que nos acompanham também herdadas dos nossos ancestrais é um medo primitivo relacionado a sobrevivência, muitas vezes vindo daquele ou daquilo que não podemos controlar.
Não podemos controlar, é verdade! mas podemos treinar, conhecer e desenvolver nossas habilidades e sabedorias - afinal, já conseguimos sobreviver, resta saber como fazer isso de forma mais humana e coletiva.
Quanto mais recursos adiquirimos - autonhecimento, inteligência emocional e afetiva, habilidades físicas, melhora da performance neurológica - conexões neuronais, atenção plena, respiração entre tantos outros aspectos, estaremos mais aptos e encorajados a nos conectar com nossas intuições de forma assertiva.
Precisamos nos lembrar todos os dias que continuamos evoluindo como espécie e que ainda existem muitos desconhecidos e inexplicáveis que não devem ser ignorados na tentativa simplificada de nos substituírem por máquinas programadas.
Não seríamos humanamente capaz de processar conscientemente todas as informações que vivemos desde o útero materno.
Nem do ponto de vista neurológico, menos ainda existencial.
Nossas células captam, processam, armazenam, codificam e decodificam milhares de informações por segundo. Do interior do nosso corpo, do ambiente e talvez de espaços que ainda não conhecemos.
É nessa dinâmica que muitas vezes as doenças e sintomas surgem pra nos contar uma história, parte desses processos que não foram adequadamente administrados por quem somos integralmente.
Como naquele conto em que o menino jogava pedrinhas pelo caminho da floresta pra saber como voltar pra casa - é essa linguagem que os sintomas muitas vezes usam pra guiar a gente até uma reconexão.
Aqui ficamos para ajudar identificar o que cada pedra chamada sintoma vem contar sobre o caminho que trilhamos.💙
A escuta tátil é uma das ferramentas mais poderosas que desenvolvemos. Ao
tocar um corpo podemos identificar sua temperatura, viscosidade, ritmos
dos tecidos como a pele, músculos, ossos, pêlos, veias, artérias..
Também podemos "escutar" através do toque o movimento respiratório e
como ele reverbera por todo o corpo. Podemos saber se órgãos como coração, cérebro, intestino e vários outros sistemas estão em funcionamento adequado. Com
as nossas mãos podemos identificar se alguém sente medo ou está
relaxado e até mesmo as emoções mais primitivas que são demonstradas
através de reações corporais. Ao escutar o corpo somos capazes de ouvir coisas que o consciente jamais ousaria dizer. A mão que aprende escutar o corpo é a mão capaz de curar. 🙌♥️
uma determinada música, quando sentimos um vento frio, o
rubor emergente quando sentimos vergonha ou a palidez ao sentir medo... A
pele é um órgão que surpreende não apenas pela sua extensão mas
sobretudo pela sofisticação de seu funcionamento. É ela que nos guia com
extrema generosidade pelos caminhos que marcaram o corpo de alguém
através de suas experiências e recebe os estímulos que transmitem ao
corpo uma nova possibilidade de reparação. O Toque é o primeiro sentido reconhecido pela vida! ♥️
É comum que entre uma sessão e outra, um paciente e outro e todas as suas queixas e os motivos pelos quais o corpo parece não conseguir buscar os seus recursos vitais de recuperação, que as questões de individualidade parecem emergir... levantando toda aquela poeira que se escondia em algum lugar aparentemente confortável mas que a qualquer movimento gera um baita desconforto. o Indivíduo e sua Individualidade a relação entre o ser e o existir, a relação consigo e com o meio externo. Tentamos provar que somos perfeitos e fazemos sempre o melhor, buscamos ser o melhor filho, parceiro, profissional, amigo e ser a melhor pessoa que podemos ser, na contra mão o mundo parece abrir as portas apenas para aqueles que são os melhores, parece não haver tempo de parar, se identificar e questionar o que é mesmo o melhor. Os padrões estão espalhados por todos os cantos em que olhamos, existe sempre as receitas infalíveis de como ser o melhor dos melhores em alguns passos. O corpo parece funcionar como uma orquestra desafinada, algum instrumento parece estar fora de compasso, o cérebro as vezes lembra aquele maestro desesperado por harmonização.
Existe uma espécie de balança no organismo entre aquilo que colocamos pra dentro e o que estamos doando para o meio externo. Enquanto busco ser o melhor dos melhores, será que estaria sendo o melhor comigo mesmo? A energia que nos ofertamos não pode ser menor do que a que fornecemos, não é possível realizar uma maratona sem ingerir nutrientes... não é possível levar uma vida sem reconhecer o que desejamos e quem somos. As experiências de vida vão deixando suas marcas, a cada passo, frustração, conquista ou recompensa o corpo vai registrando sobretudo aquilo que garantirá a sobrevivência; as couraças e proteções vão sendo gentilmente colocadas uma acima da outra, por vezes de formas tão repetitivas que não resta nada além de distanciar-se de si. Nesta orquestra se torna necessário silenciar alguns instrumentos para que o "cérebro maestro" identifique da onde vem o ruído, não é preciso parar a música para que se harmonizem os sons mas é preciso um olhar atento para cada instrumento.
Essas questões muitas vezes inquietam a alma, talvez estar longe de si mesmo é mais um dos fracassados programas de sobrevivência do nosso corpo esgotado que garante apenas mais alguns quilômetros da maratona, somente podemos encontrar um bom caminho quando levantamos a hipótese de estar perdido.
Comece lembrando de que precisamos de um momento apenas para nós mesmos, onde essas questões possam ser levantadas e de preferência que não existam respostas automáticas, esses alertas vermelhos nas lacunas que se estabelecem é que vão nos guiar a um encontro próprio, identifique seu aporte energético ou seja, quais os recursos usamos para nos abastecer enquanto indivíduo e então responda a questão se de fato está sendo o melhor e em seguida assuma as rédeas da sua história. Podemos ser o melhor para o mundo quando nos tornarmos melhores a nós mesmos! Provavelmente precisaremos de ajuda nessa caminhada, mas ela pertence apenas a quem percorre.
Você sabia que a reação de estresse é essencial para que o corpo
permaneça vivo? Ele precisa aprender a se preservar e a reagir às
agressões do meio externo, podendo superá-las e se adaptar a elas. O
termo correto do estado patológico do estresse é distresse, que está
ligado ao esgotamento.
Geralmente o estresse patológico é
acionado por sentimentos de angústia, ansiedade e depressão. A
sobrecarga do cotidiano, as mudanças no estilo de vida, as perdas, a
instabilidade financeira entre outras
diversas fragilidades leva o organismo ao desequilíbrio, prejudicando os
mecanismos de defesa neuroquímicos e imunológicos, facilitando o
aparecimento de doenças. O melhor caminho para lidar com o estresse é
trazê-lo para seu lado fazendo com que seu organismo reconheça os seus
benefícios e facilite a eliminação dos agentes agressores. Para atuar na
causa do estresse e preparar o organismo para lidar com situações
estressantes no futuro, a Microfisioterapia pode ser a solução!
Técnicas
de relaxamento, atividade física, reeducação do sono, investir em
momentos de lazer e alimentação balanceada são algumas opções para
aliviar os sintomas do estresse. Mas não funciona de forma igual para
todos! Mudanças no estilo de vida podem ajudar a prevenir este mal
moderno.
Algumas dicas para controlar o estresse:
- Reflita sobre o que pode estar causando seu estresse. - Mantenha um diário sobre o que está acontecendo quando você se sente estressado. - Anote os sintomas (isso vai ajudar até mesmo numa consulta, pois o estresse pode ser difícil de diagnosticar) - Limite a ingestão de cafeína e álcool e não use nicotina, ou qualquer outra droga. - Faça pausas no trabalho, nem que seja para caminhar e beber água. - Equilibre atividades divertidas com seu trabalho e tarefas familiares.
- Programe um tempo de lazer todos os dias. Sim, todos os dias tire nem
que seja alguns minutos para distrair-se. Pode ser assistindo um filme
ou jogando no celular. - Passe seu tempo com as pessoas de quem você gosta, incluindo a sua família. - Aprenda algo novo: tocar um instrumento, um esporte, pintar, artesanato
A Microfisioterapia pode ajudar no alívio de estresse através da
harmonização do funcionamento dos órgãos internos e fortalecimento do
sistema imunológico, assim como o tratamento da ansiedade e outros
sintomas que podem aparecer concomitantemente. Com o decorrer das
sessões, o paciente começa a enxergar determinadas situações, que antes
eram estressantes, de modo diferente. Consegue superar traumas e olhar
para o futuro de modo diferente. Procure um especialista!
Hoje resolvi abordar um tema muito recorrente no consultório, seja quando o paciente busca ajuda para as questões somato-emocionais ou quando alterações físicas geram limitações e incapacidades (ex: Fibromialgia, fadiga, dor, lesões osteomioarticulares de repetição entre outras) que é a fadiga crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (hipoatividade do eixo HPA) também conhecida e descrita como Fadiga Adrenal.
Vivemos numa geração de estímulos nocivos recorrentes: emocionais, físicos, químicos, tóxicos e sociais. vou listar alguns dos fatores principais que colaboram para a fadiga adrenal:
Cigarro
Cafeína
Excesso ou falta de Exercícios
Estresse emocional
Problemas de relacionamento
Violência Urbana
Bullying
Preocupações excessivas com familiares
Alergia
Pressão financeira
Medo
A Adrenal
As glândulas adrenais são parte importante do sistema endócrino, que é responsável pela pressão arterial, ciclo do sono, imunidade, regulação do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos e também regulação das reações do corpo humano ao estresse , através de um sistema denominado eixo HPA.
Estas glândulas constituem a primeira parte do corpo a serem atingidas pelos efeitos do estresse e nessas situações passam a funcionar de forma errada, não secretando os hormônios que deveriam. O estado de estresse crônico em sua fase mais avançada ocorre devido a falência parcial da glândula adrenal, o que provoca a diminuição gradativa do cortisol. Como o cortisol equilibra o sistema imunológico, na sua falta, a pessoa fica mais suscetível a inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares.
Eixo HPA
É um conjunto complexo de relações e sinais que existem entre o hipotálamos, a hipófise e as glândulas adrenais. Esta relação é uma parte indispensável da nossa existência e tem sido objeto de grandes estudos.
Sintomas
Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido bem
cansaço persistente, que atrapalha o convívio social, vida profissional e prática de atividades físicas
Incapacidade em lidar com o estresse, irritação intensa
desejo por alimentos calóricos pois busca-se energia inconscientemente (caloria = energia)
Níveis mais elevados de energia a noite
Sistema imunológico enfraquecido
baixo poder de concentração
Asma e outras alergias respiratórias
Olheiras
Vertigem
Compulsão por café e/ou bebidas estimulantes
Cansaço extremo após exercício ou impossibilidade de realizar exercício
Cansaço extremo após uma situação estressante
Dor nas articulações
Dor de cabeça crônica, dor lombar, e outras dores que não melhoram
Pressão arterial baixa (principalmente se renina/aldosterona/adrenalina estiverem baixa também)
Desejo por alimentos salgados (principalmente se renina/aldosterona/adrenalina estiverem baixa também)
Baixo desejo sexual
Ganho de Peso
Se você tem tido dificuldade para acordar, come exageradamente durante a tarde, não demonstra interesse por sexo e se irrita com facilidade, é hora de procurar ajuda! fadiga adrenal ocorre devido a exposição prolongada ao estresse do trabalho, emocional ou doença crônica. Testes laboratoriais podem ajudar porém são muitas vezes inconclusivos. Por ser um assunto bastante complexo e como disse no início bastante recorrente na prática, vou abordar outras questões relacionadas em um próxima oportunidade.
Comente aqui, tire suas dúvidas, vamos ajudar divulgar conhecimento para que mais pessoas possam se tratar adequadamente - Cuide-se!
fadiga
crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo –
hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at:
http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal#sthash.bsitrQeE.dpuf
diga
crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo –
hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at:
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diga
crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo –
hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at:
http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal#sthash.bsitrQeE.dpuf
diga
crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo –
hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at:
http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal#sthash.bsitrQeE.dpuf
Segundo o site ansiedade.com.br “a ansiedade é uma sensação
ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso
Central (SNC) consequente a interpretação de uma situação de perigo”.
Este relato mostra uma relação estreita entre o caráter corpo e
mente, permitindo que em momentos de estresse possamos passar por
sintomas não só emocionais, como a inquietação e a insônia, mas também
físico, ordenados pelo SNC, como é o caso da taquicardia (palpitação),
sudorese, tremores, tensão muscular aumento das secreções (urinárias e
fecais) aumento da motilidade intestinal, cefaléia (dor de cabeça).
Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico
(Crise ansiosa aguda).
Um estudo promovido nos anos de 1993 a 1995 na França, utilizando um
questionário antes e após uma única sessão de Microfisioterapia, testou
195 pessoas que sofriam com ansiedade, sendo elas 81% mulheres. A
pesquisa apresentou um resultado de diminuição média de 32% nos sintomas
das participantes no estudo.
Os momentos de estresses que passamos no decorrer de nossas vidas
acarretam memórias, que permitem ao nosso corpo tentar nos proteger de
um novo acontecimento parecido. Mas muitas vezes o nosso organismo ao
tentar nos proteger acaba por acarretar disfunções, levando até a doença
graves em alguns casos.
A ansiedade tem se mostrado uma doença que afeta não só adultos como
também crianças. Quem não conhece pessoas que são inquietas, que não
conseguem parar um segundo, que apresentam uma compulsão inexplicável
por doces, ou mesmo que sentem aqueles sintomas físicos antes de provas,
de palestras onde se tem que falar em público, em reuniões de negócio,
ou mesmo em sair pelas ruas no meio de multidões?
Milhares de estudiosos atualmente tem se dedicado em buscar soluções
para estes males, e cada vez mais surge técnicas para melhorar estes
sintomas de forma alternativa, como é o caso da Microfisioterapia.
Não bastasse o lucro emocional de escolher ver a vida pelo lado bom, a
ciência já provou que, com isso, você também sai ganhando em saúde e
longevidade. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Na pesquisa conduzida com mulheres, se descobriu que as mais otimistas e
felizes tinham menos risco de desenvolver doenças do coração, pressão
alta e diabetes. O porquê? Pessoas mais positivas lidam melhor com o
stress, tendem a se cuidar mais e responder melhor a tratamentos de
saúde; elas se exercitam com mais frequência, fumam menos e têm um
estilo de vida que reflete na saúde, explica a pesquisa!
Existe, dentro da Medicina, uma corrente que procura explicar todos
os eventos como fatos moleculares. Acham seus representantes que só
existe a matéria e que todos os fenômenos não perceptíveis pelos
sentidos ou não demonstráveis na matéria simplesmente não existem. É um
conceito um pouco estranho, porque, depois da teoria da relatividade, de
Einstein, sabe-se que tudo no Universo é energia e que a matéria é
apenas um estado da energia.
De todos os tipos de energia os sentidos humanos só têm capacidade de
captar quatro: luz, cor, som e eletricidade, esta última a partir de
certa intensidade. Além desses quatro existem os raios X , os raios
gama, as ondas de rádio, as microondas e um número não conhecido de
outras energias. Tudo o que existe tem determinado nível de energia. A
matéria sólida é o nível mais baixo da energia. O que separa a matéria
de um pensamento é apenas a freqüência vibratória.
A corrente materialista chega a afirmar que a mente é um produto do
cérebro, embora ninguém saiba exatamente o que é a mente e nem os
materialistas saibam por que secreções o cérebro geraria a mente.
Sabe-se, entretanto, que a mente causa efeitos no corpo, sendo o
estresse psicológico, isto é, todo o conjunto de alterações físicas
decorrentes de pensamentos de medo ou preocupação um dos campos de maior
interesse da Medicina atualmente, visto que um grande número de doenças
está comprovadamente ligado à elaboração de pensamentos de tensão.
Os placebos por exemplo, são muito usados em testes clínicos de novas drogas. Para
determinar se uma determinada substância é eficiente, ela é comparada
com uma inócua, quimicamente inativa. Assim, num estudo às cegas, metade
de um grupo toma pílulas com o novo medicamento e a outra metade,
pílulas de farinha. Em teoria, estes indivíduos não deveriam sentir
nenhum benefício, mas na prática não é o que ocorre. Em média, cerca de
30% dos participantes que tomam placebo sentem alguma melhoria em sua
situação.
Desacreditado como mera sugestão do paciente e até ignorado por
várias décadas, o efeito ganhou a atenção da ciência no início deste
século, quando várias pesquisas começaram a mostrar que ele é realmente
efetivo. E não somente nos testes clínicos. Ao “botar fé” que o
tratamento recebido vai funcionar, o paciente desencadeia uma série de
reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do
sistema imunológico (o exército de defesa do organismo).
Os mecanismos fisiológicos por trás desses resultados ainda não são
bem compreendidos, mas alguns trabalhos já lançaram algumas pistas. Um
estudo da Universidade de Wisconsin, divulgado em 2004, observou que
pacientes mais otimistas quanto ao seu tratamento tendem a apresentar
níveis mais baixos de cortisol, hormônio liberado em situação de
estresse e que, em altas doses, pode inibir o funcionamento das defesas
do organismo.
Testes demonstraram mudanças mensuráveis, tais como a liberação de
analgésicos naturais, alterados padrões de disparo neuronal,diminuição
da pressão arterial ou frequência cardíaca e aumentou a resposta imune,
tudo dependendo das crenças do paciente. Há mesmo indícios de que alguns
medicamentos funcionam, amplificando um efeito placebo - quando as
pessoas não estão conscientes de que foram dadas as drogas, eles param
de funcionar.
No outro lado, apenas acreditando que uma droga tem efeitos colaterais
nocivos podem fazer você sofrer eles. O efeito nocebo, como é conhecida, pode até matar.
Sempre
foi assumido que o efeito placebo só funciona se as pessoas estão
enganadas em acreditar que elas estão recebendo uma droga real ativa.
Mas agora parece que isso não pode ser verdade. A crença em si mesmo o
efeito placebo - em vez de uma droga em particular - pode ser suficiente
para encorajar os nossos corpos para curar.
Em um estudo recente, Ted Kaptchuk da Harvard Medical School, em Boston,
e colegas deu algumas pessoas com síndrome do intestino irritável uma
pílula inerte.Disseram-lhes que as pílulas eram "feitas de uma
substância inerte, como pílulas de açúcar, que foram mostrados em
estudos clínicos para produzir melhora significativa dos sintomas IBS
através do corpo-mente os processos de auto-cura", que é perfeitamente
verdadeiro. Apesar de saber as pílulas foram inerte, em média, os
voluntários classificados como moderadamente os seus sintomas melhoraram
após tomá-los, ao passo que aqueles dados não comprimidos disse que
houve apenas uma ligeira alteração.
"Todo mundo pensou que não iria acontecer", diz o co-autor Irving
Kirsch, um psicólogo da Universidade de Hull, no Reino Unido. Ele acha
que a chave estava dando a pacientes algo em que acreditar dentro "Nós
não apenas dizemos, aqui está uma pílula de açúcar". Explicamos aos
pacientes porque ele deve funcionar, de uma forma que seja convincente
para eles. "
Comece dizendo à "pílula" que escolher usar que ela fará um excelente trabalho!
A glândula pineal sempre gerou um grande interesse. Descartes costumava comentar sobre essa pequena glândula localizada bem no centro do nosso cérebro,
dizia que ela era o “cerne” da nossa alma e o núcleo onde se geram
todos os nossos pensamentos. Não falta quem se refira também a essa
estrutura como o nosso “terceiro olho”, esse foco de energia que nos
ofereceria uma espécie de percepção que iria além do sentido da visão.
Deixando de lado essas perspectivas
místicas ou espirituais e sua tradição romantizada, a glândula pineal ou
epífise neural tem uma função interessante e enigmática. Regula nossos ciclos, nossos ritmos circadianos, a entrada na maturidade sexual e até mesmo muitos dos nossos sentimentos. É uma estrutura tão singular quanto fascinante.
Um dos aspectos mais interessantes da glândula pineal é que mesmo sendo tão pequena (apenas 8mm) recebe um imenso fluxo de sangue,
quase tanto quanto os nossos rins. Tem o formato de árvore (daí o seu
nome “pineal”) porém seu tronco e seus ramos, costumam se solidificar
muito cedo. Entre os 12 e os 20 anos já demonstra uma certa
calcificação.
A glândula pineal é uma estrutura sensível à luz, por isso uma de suas principais funções biológicas é secretar melatonina.
Esse hormônio é derivado da serotonina e molda nossos padrões de
vigília e sono (os ritmos circadianos) e regula nossa entrada na
puberdade.
Além disso, sabe-se que ela atua como um
afiado relógio biológico e que sua atividade é muito intensa até os 7
ou 8 anos, momento em que a produção de melatonina começa a cair e aos
poucos começam a entrar em ação os mecanismos da maturidade sexual.
Alguns estudos indicam que esta estrutura é muito sensível a certos produtos químicos ambientais.
Ficou constatado que em alguns estados americanos as meninas entraram
na puberdade mais cedo devido à exposição a certos componentes, como por
exemplo, o fluoreto. Estamos diante de uma glândula
que apesar de estar integrada justamente no centro do nosso cérebro, é
incrivelmente sensível ao ambiente em que estamos inseridos. É um minúsculo componente biológico no ser humano e um órgão vestigial em alguns animais.
A tuatara, por exemplo, é um tipo de
réptil endêmico da Nova Zelândia conhecido por ter bem no meio da sua
cabeça um “terceiro olho parietal ou pineal”. Possui uma retina, é
cristalino e cumpre funções hormonais e de termoregulação. Sem dúvida,
algo fascinante.
Como cuidar desse pequeno regulador interno
Os neurologistas buscam acima de tudo separar esse aspecto místico ou espiritual do científico. Estamos diante de uma pequena estrutura que apresenta
muitos aspectos ainda desconhecidos e por isso publicações como o
“Journal of Pineal Research” nos oferecem constantes estudos visando
delimitar um pouco mais a epífise cerebral, que muitos consideram como uma “chave mestra” da ativação de grande parte de nossas glândulas internas.
A partir de agora vamos ter em mente esse “pequeno olho” interno
que regula secretamente muitos de nossos ciclos no dia a dia. Pense
nele como se fosse uma bússola e como um pequeno e maravilhoso órgão que
permitirá que você sintonize muito melhor o seu corpo e o ambiente ao
seu redor.
Regule seus ciclos e hábitos de vida.A
glândula pineal é um regulador endócrino sensível à luz, isso significa
que precisa manter uma adequada harmonia com os ritmos da luz solar. Por
isso, é aconselhável dormir sempre na mesma hora.
Outro aspecto a ter em mente sobre essa estrutura é que os campos eletromagnéticos a afetam. Da mesma forma que a luz, esses tipos de ondas interrompem o processo
de secreção de melatonina. Algo tão comum como ir para a cama com o
celular ou o computador pode provocar pequenas alterações na glândula
pineal. Tudo isso se traduz em insônia, fadiga, estresse ou redução do rendimento no trabalho. É muito importante ter isso em mente.
A meditação e os instantes de calma. A epífise
cerebral permite que potencializemos nossos instantes de calma e
relaxamento para nos conectarmos melhor com nós mesmos. As pessoas que
praticam a meditação experimentam uma sensação agradável graças às
endorfinas liberadas pela glândula pineal, nos recompensando por esses
instantes enriquecedores onde corpo e mente encontram-se em harmonia.
Como você pode ver, estamos diante de um tema interessante que tem novos aspectos sendo descobertos a cada dia.
A mente é algo sobre o que todas as pessoas falam, mas
ninguém sabe o que é. Existem pesquisadores que acreditam que a mente é
um produto do cérebro e buscam encontrar sua sede nesse órgão. Outros
acham que a mente existe antes do cérebro, sendo a programadora do que
se passa nele. Ambas as correntes de pensamento têm provas razoavelmente
convincentes do que afirmam.
Seja o que for, a mente é onde se produzem os pensamentos. A partir
deles, desencadeia-se uma série de fenômenos físicos através do cérebro,
que é o local de reconhecimento de todos os fatos que se passam no
organismo.
Origem embriológica
A pele e o sistema nervoso, do qual o cérebro é o órgão central, têm a
mesma origem durante a formação do embrião. Ambos derivam do ectoderma,
o folheto externo do embrião, que, na sua evolução, dobra-se sobre si
mesmo formando um tubo, chamado tubo neural. A parte que fica por fora
vai formar a pele e a parte interna vai desenvolver o sistema nervoso.
Portanto, desde o início, a pele está em ligação direta com o sistema
nervoso, enviando-lhe constantemente informações sobre o meio externo.
Comunicação pele-sistema nervoso
Do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam como
os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos do organismo,
incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam à derme (segunda
camada da pele), aos vasos e à camada mais superficial, a epiderme.
As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por meio de
substâncias químicas, chamadas neuropeptídios, que levam o código dos
pensamentos ocorridos na mente para a pele.
Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio
de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o
sistema nervoso central pelo sangue ou pelos nervos, lá gerando
pensamentos.
A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele é constante e
imediata, provocando alterações muito sutis, na maioria das vezes
invisíveis e não percebidas pelas pessoas, como as alterações na
produção do suor.
Aqueles que conhecem a minha abordagem profissional sabem da importância que dou as questões, ambientais, emocionais, orgânicas, energéticas e sociais do indivíduo., todas essas questões se complementam tornando o diagnóstico e tratamento eficiente. Hoje gostaria de abordar uma questão clínica muito comum, limitante e muitas vezes desconhecida pela população em geral que é a relação fundamental dos órgãos internos com os demais sistemas que os cercam, sobretudo musculoesquelético.
O
ser humano é um todo: um conjunto de ossos articulados e músculos que
permitem que você se mova, nervos, glândulas e órgãos que garantem o
funcionamento do todo. A vida é movimento, ritmo, trocas e constante adaptação a novas situações: assimilação, rejeição, de defesa etc. Até a morte em que aparentemente tudo para. Na
vida cotidiana, os músculos esqueléticos são as ferramentas para exercermos as nossas atividades. As vísceras são os meios pelos quais a
demanda de energia e manutenção muscular será suprida e os detritos serão
removidos. Sem uma comunicação contínua e altamente integrada destes sistemas, o corpo não pode atingir o equilíbrio.As vísceras têm liberdade de movimento graças às fáscias que as envolvem, que por sua vez constituem superfícies deslizantes. O abdômen, cavidade pélvica, torácica e craniana têm conjuntos de vísceras móveis.Por trás de muitas doenças musculoesqueléticas dolorosas encontra-se
um bloqueio visceral (as vísceras deixam de ser livres nas cavidades a que
pertencem e se solidarizam com outra estrutura). Esta relação é produzida pelos reflexos víscero-somáticos.
Os reflexos somato-viscerais e víscero-somáticos são conhecidos há muito tempo. Este tipo de interações reflexas são muito importante na prática clínica e para a o diagnóstico e tratamento fisioterápico. Um exemplo conhecido de um reflexo víscero-somático é a dor e rigidez muscular do ombro esquerdo que se observa no começo de um Infarto do Miocárdio. O estímulo nociceptivo do miocárdio comprometido (estrutura visceral) estimulam não só as vias que interpretam a dor no ombro (estrutura somática) como também provocam a ativação de neurônios que inervam a musculatura do ombro , o que provoca um aumento do tônus (contratura). Outras doenças viscerais também frequentemente encontradas concomitantes a queixas músculo articulares são as infecções na bexiga, pedra nos rins, endometriose que se comunicam diretamente com a coluna lombar. São breves exemplos de um sistema extremamente complexo que estão interligados harmonicamente na manutenção da saúde ou envolvidos diretamente no adoecimento de algum órgão, estrutura ou sistema do corpo humano e por isso requerem atenção e tratamento específicos para sua recuperação.
A terapia manual dispõe de um arsenal imenso para o tratamento dessas alterações podendo ser feitas manipulações osteopáticas viscerais e estruturais, através da microfisioterapia buscando a causa primária dessas desordens víscero-somáticas na memória celular ou mesmo com terapias das fáscias (fasciaterapia) entre inúmeras outras técnicas que proporcionam alívio definitivo das dores de origem víscero-somáticas. Recursos naturopáticos e de regulação do sistema nervoso autônomo também podem ser empregados em conjunto com essas técnicas.
O que se faz necessário é a avaliação correta e detecção precoce destas alterações funcionais para que o melhor método seja empregado restaurando a harmonia entre os órgãos e seus sistemas. E isso se faz de forma integrativa, respeitando o que há de único entre um indivíduo e o outro.
A Microfisioterapia é uma técnica
de terapia manual que consiste em identificar a causa primária de uma doença ou
sintoma e estimular a auto-cura do organismo, para que o corpo reconheça o
agressor (antígeno) e inicie o processo de eliminação. Essa agressão primária
deixou traços (cicatrizes) que atrapalham o funcionamento das células, esses
traços ficaram guardados na memória do tecido, por uma deficiência do sistema
imulógico que não conseguiu eliminar o agressor. Técnica de Terapia Manual
desenvolvida na França em 1983 pelos fisioterapeutas e osteopatas Daniel
Grosjean e Patrice Benini, Seu embasamento teórico iniciou pelos estudos da
embriologia, filogênese e ontogênese. Com essas informações desenvolveram mapas
corporais específicos (similares aos meridianos de Medicina Oriental) e gestos
manuais específicos e suaves que permitem identificar a causa primária de uma
doença ou disfunção e promovendo o equilíbrio e manutenção da saúde. A
Abordagem Manual é realizada seletivamente por camadas especificas do corpo.
Porque a Microfisioterapia pode
me ajudar?
Porque é fundada sobre um
princípio natural e elementar da vida: ajudar o corpo a evacuar todos os traumas
passados ou presentes que guarda na memória celular e que o impedem de
funcionar bem, como pequenos grãos de areia numa mecânica. Diariamente, o nosso
corpo luta contra agressões de todas as naturezas e diferentes intensidades,
provindo do exterior (micróbios, toxinas, choques físicos ou emocionais) ou o
interior (fraqueza de um órgão, cansaço, problemas existenciais). Geralmente, o
nosso organismo autocorrige-se em silêncio sem que seja percebido. Contudo, se
as infrações não forem identificadas, não reconhecidas ou muito fortes, o corpo
não pode reagir de forma eficaz: a agressão deixa então uma espécie “cicatriz”
nos tecidos, uma memória do acontecimento. Apesar deste vestígio, causar uma
impressão de cura, o acúmulo destas memórias pode fazer com que uma dor
apareça, uma doença se desenvolva, e que o corpo, se enfraqueça, sendo incapaz
de lutar. Então, aparecem as dores e doenças crônicas. A microfisioterapia vai
ajudar na eliminação natural destas memórias que enfraquecem o nosso organismo.
Quando liberado o obstáculo, o corpo vai então poder reencontrar as capacidades
que perdeu, às vezes mesmo após anos.
Quantas sessões são necessárias
para se obter um bom resultado?
Para um sintoma dado, 3 sessões
são o máximo. Normalmente, uma sessão é suficiente para se obter um bom
resultado. A segunda sessão pode ser realizada dependendo de como se
desenvolveu a primeira, se o terapeuta achar necessário ou se o paciente ainda
apresentar queixas. As sessões deverão ser espaçadas de 3 semanas à 1 mês, para
que o corpo tenha tempo de fazer seu trabalho. Se o problema for agudo, é
provavelmente indicado duas sessões seguidas. Além disso, se 3 sessões não for
o suficiente para reencontrar o vestígio deixado no organismo pelo
acontecimento responsável pelos sintomas, é porque essa lesão está em outros
campos de investigação e é por isso que a técnica está em contínua evolução.
Por outro lado, é conveniente efetuar uma sessão por ano, a título preventivo,
o paciente pode escolher realizar sessões a cada 6 meses para controle ou
sempre que tiver sintomas agudos.
Como o fisioterapeuta percebe
essas memórias na pele?
A sensação que o fisioterapeuta
procura no corpo do paciente é a perda de ritmo vital. Qualquer atividade
corporal tem seu ritmo vital dentro do organismo e também à superfície da pele.
Estes ritmos vitais são percebidos pelas mãos como “micromovimentos”. O
fisioterapeuta vai palpar diferentes zonas do corpo a fim de verificar se os
ritmos são normais, essa palpação se faz em um movimento de aproximação das
mãos. Se os ritmos estiverem ausentes, isso significa que existe uma
“cicatriz”, fonte de uma disfunção na região ou a distância. É essa sensação
que vai guiar o terapeuta a seguir o caminho que a agressão percorreu no corpo
e consequentemente ativar sua auto cura.
Como é realizada a sessão?
Uma sessão de microfisioterapia
dura cerca de 30 a 45 minutos. Após ter exposto as razões da consulta, o
paciente, ainda vestido, se deita sobre uma maca. O fisioterapeuta vai primeiro
localizar e identificar as cicatrizes que obstruem o corpo controlando os
ritmos vitais. Ao detectar uma perturbação, ele vai usar palpações sutis para
re-informar o organismo da presença desta cicatriz. Assim o corpo vai
reencontrar a memória do choque, concentrar-se nela para eliminá-la
definitivamente. O paciente permanece deitado durante a sessão e vai receber as
informações dos bloqueios encontrados. Já nesse momento o corpo pode iniciar o
processo de reconhecimento e eliminação do agressor, muitas vezes o paciente
pode sentir cansaço e sonolência são percebidos antes que a sessão acabe.
Existem reações após a sessão?
O trabalho que o corpo inicia vai
provocar um ligeiro cansaço durante 1 ou 2 dias. É, assim, indicado que o
paciente descanse após a sessão (não fazer esforço físico desnecessário, não
dirigir por um longo período de tempo…). Para que este cansaço seja mínimo, é
aconselhado ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia nos próximos dias que
seguem a sessão, para facilitar o trabalho de eliminação. É comum também os
sintomas físicos como diarreia, vômito, aumento da dor, febre, crise emocional
ou sentimento de raiva por um ou dois dias. Isso acontece como sinal de
liberação das memórias agressoras, o paciente deve então descansar e deixar o
sistema imunológico trabalhar, com o mínimo de interferência medicamentosa
possível, não esquecendo de beber muita água.
Porque não tratar somente a
região dolorosa?
Porque a memória traumática que
causa a dor não está necessariamente no mesmo local. O corpo é uma máquina
complexa com reações em cadeia que podem fazer-se em longas distâncias. É por
isso que o tratamento não é localizado unicamente sobre uma região, mas sobre o
conjunto do organismo, o fisioterapeuta considera o corpo na sua globalidade.
Assim, dores lombares podem ter como origem as glândulas paratireoides situadas
na base do pescoço: estas enviam uma mensagem química errada que provoca
espasmos dos músculos da coluna a nível lombar. Por um diagnóstico
micropalpatório compêndio, o fisioterapeuta poderá localizar e identificar a
memória traumática que causa hoje a dor. Ajudando o corpo a eliminar esta
cicatriz, vai causar não somente o alívio da dor, mas também vai ajudar o corpo
a eliminar os riscos de recidivas, ou que essa memória desloque-se ou que ela
cause uma degeneração.
É uma técnica científica?
Hoje, considera-se ciência o que
foi avaliado. O microfisioterapia foi objeto de mais de trinta tipos de
avaliações, algumas em meio hospitalar e de acordo com protocolos rigorosos
(duplo cego) mostraram o efeito benéfico da técnica de 74% de pacientes que
sofriam de colopatia crônica. Investigações em laboratórios foram efetuadas da
mesma forma referentes aos ritmos vitais do organismo vivo. Na Europa foram
realizados 42 trabalhos científicos, no Brasil as pesquisas estão sendo
realizadas, pacientes estão sendo examinados através das respostas do sistema
nervoso autônomo e da variabilidade cardíaca antes e depois da sessão para que
os resultados sejam examinados. Na Europa são 5.000 profissionais, lá o governo
ja reconhece a microfisioterapia e paga por esse tipo de sessão, vendo-se
tamanho benefício, na qualidade de vida, diminuição de medicamentos e bem-estar
das pessoas.
Quais os problemas a
Microfisioterapia pode aliviar?
Muitas doenças e dores se devem a
pequenas disfunções que se acumulam durante a nossa existência e terminam por
enfraquecer o organismo. Essas disfunções podem ter com causa uma frustração,
perdas, sentimentos de abandono, traumas que ocorreram na gestação,
intoxicações e até mesmo as memórias hereditárias. A microfisioterapia ajuda o
corpo a eliminar estas “cicatrizes” e pode ajudar a melhorar muitos estados de
saúde. Ajuda o organismo a fazer sua reconstituição, evacuando os vestígios
tanto emocionais como traumáticos. Muitos dos problemas de saúde podem
encontrar uma possibilidade de melhora com a microfisioterapia.
Como é a sessão?
A sessão dura em média de 30 a 45
minutos. Após relatar os motivos de sua consulta, o paciente se deita sobre maca,
geralmente ainda vestido. Os ritmos vitais são mais fáceis de se perceber sobre
roupas leves.
A primeira parte do trabalho é
uma investigação micropalpatória que nos permite reencontrar a causa
responsável pelo sintoma relatado, essas são chamadas cicatrizes patológicas. A
segunda parte consiste em procurar o sintoma que a cicatriz causou. Nesta
ordem, o terapeuta mantém sua mão na causa (cicatriz) e investiga com a outra
mão a conseqüência (o sintoma) percorrendo a linha média do corpo à procura o nível
afetado. Uma vez que o nível é definido, a procura é feita na linha transversal
deste nível, o tecido atingido permite reencontrar o sintoma e a sua
localização no corpo que se manifesta por uma restrição entre o tecido atingido
no nível e o órgão afetado.
Neste momento, é possível dar
aproximadamente a data em que o acontecimento instalou-se solicitando pela
palpação uma resposta do órgão a uma data definida pelo terapeuta. O organismo
do doente reage a esta data e a restrição é percebida pelas mãos do terapeuta.
Embora não se possa compreender totalmente este fenômeno, a fixação de datas
traumáticas são informações interessantes, pois elas permitem o paciente saber
a origem da desordem. A compreensão da causa da dor presente, serve também como
uma prevenção.
Uma vez identificada e
localizada, a cicatriz é estimulada a desencadear os processos de auto cura, de
maneira quase instantânea. É um diálogo direto com a memória tecidual da
pessoa, efetuada por via palpatória, sem outro apoio. O mecanismo de auto
correção é obtido desta maneira, igualmente tanto nos adultos como nos bebês.