sexta-feira, 15 de março de 2024

 


Quando analisamos um mapa, enxergamos onde estão os rios, lagos, montanhas e praias. Quando olhamos para o nosso corpo, em primeiro momento, vemos um rosto, braços, pernas e tronco. Mas esse não é o único mapa que possuímos. As células do nosso organismo formam um precioso mapa. Nelas nós guardamos experiências vividas: Traumas, dificuldades, problemas e conquistas. Cada um desses momentos deixaram uma marca que pode ser positiva ou negativa. As experiências ruins por vezes podem levar o organismo a não funcionar de forma correta. As células perdem sua vitalidade e com isso, tecidos e órgãos deixam de trabalhar de forma saudável. Surgem dores crônicas, problemas no estômago, insônia e até depressão. Sintomas que podem ter a causa primária identificada quando o corpo passa pela MICROFISIOTERAPIA.

Criada na França na década de 70 por Daniel Grojean e Patrice Benine, o método é um braço da terapia manual e pode ser aplicado tanto para diagnóstico como para tratamento. Os pontos endurecidos mostram a origem primária de muitas doenças. Esses pontos são descobertos por meio da palpação que é suave e feita ao longo do corpo. Por meio da Microfisioterapia o organismo se desfaz das cicatrizes geradas por memórias antigas e começa o processo de autocura.

Indicada para todas as idades, inclusive em bebês, a Microfisioterapia é a técnica capaz de ler o mapa do nosso corpo e trazer cura pelo toque das mãos.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Intuição não tem lógica, tem sabedoria


Será que estamos dispostos a unir mente e corpo a algo maior e talvez invisível em um mundo cada vez mais frio, físico e robótico?


Todos nós temos uma espécie de sabedoria interna. De alguma forma nosso Ser consegue sentir o que é bom, ruim, o caminho que deve ser seguido ou desviado, feito ou evitado - Uma forma de acessar um banco de dados inconsciente.

Intuição por definição é o ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise.

Tendemos a nos dedicar cada vez mais ao pensamento analítico. Arriscando esquecer que para isso, nossos antepassados precisaram confiar em um pensamento primitivo, mágico, espiritual e experimental até que houvesse uma lógica analítica e científica.

Uma das coisas que nos acompanham também herdadas dos nossos ancestrais é um medo primitivo relacionado a sobrevivência, muitas vezes vindo daquele ou daquilo que não podemos controlar.

Não podemos controlar, é verdade! mas podemos treinar, conhecer e desenvolver nossas habilidades e sabedorias - afinal, já conseguimos sobreviver, resta saber como fazer isso de forma mais humana e coletiva.

Quanto mais recursos adiquirimos - autonhecimento, inteligência emocional e afetiva, habilidades físicas, melhora da performance neurológica - conexões neuronais, atenção plena, respiração entre tantos outros aspectos, estaremos mais aptos e encorajados a nos conectar com nossas intuições de forma assertiva.

Precisamos nos lembrar todos os dias que continuamos evoluindo como espécie e que ainda existem muitos desconhecidos e inexplicáveis que não devem ser ignorados na tentativa simplificada de nos substituírem por máquinas programadas.

como você se conecta com sua sabedoria interior?
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Era uma vez o inconsciente que se comunicava através dos sintomas...


Não seríamos humanamente capaz de processar conscientemente todas as informações que vivemos desde o útero materno.


Nem do ponto de vista neurológico, menos ainda existencial.

Nossas células captam, processam, armazenam, codificam e decodificam milhares de informações por segundo. Do interior do nosso corpo, do ambiente e talvez de espaços que ainda não conhecemos.

É nessa dinâmica que muitas vezes as doenças e sintomas surgem pra nos contar uma história, parte desses processos que não foram adequadamente administrados por quem somos integralmente.

Como naquele conto em que o menino jogava pedrinhas pelo caminho da floresta pra saber como voltar pra casa - é essa linguagem que os sintomas muitas vezes usam pra guiar a gente até uma reconexão.

Aqui ficamos para ajudar identificar o que cada pedra chamada sintoma vem contar sobre o caminho que trilhamos.💙
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Escuta pelo toque



A escuta tátil é uma das ferramentas mais poderosas que desenvolvemos.
Ao tocar um corpo podemos identificar sua temperatura, viscosidade, ritmos dos tecidos como a pele, músculos, ossos, pêlos, veias, artérias.. Também podemos "escutar" através do toque o movimento respiratório e como ele reverbera por todo o corpo.
Podemos saber se órgãos como coração, cérebro, intestino e vários outros sistemas estão em funcionamento adequado.
Com as nossas mãos podemos identificar se alguém sente medo ou está relaxado e até mesmo as emoções mais primitivas que são demonstradas através de reações corporais.
Ao escutar o corpo somos capazes de ouvir coisas que o consciente jamais ousaria dizer.
A mão que aprende escutar o corpo é a mão capaz de curar. 🙌♥️

A pele reage e responde

uma determinada música, quando sentimos um vento frio, o rubor emergente quando sentimos vergonha ou a palidez ao sentir medo... A pele é um órgão que surpreende não apenas pela sua extensão mas sobretudo pela sofisticação de seu funcionamento. É ela que nos guia com extrema generosidade pelos caminhos que marcaram o corpo de alguém através de suas experiências e recebe os estímulos que transmitem ao corpo uma nova possibilidade de reparação.
O Toque é o primeiro sentido reconhecido pela vida! ♥️

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Eu, Eu Mesmo e a Individualidade



É comum que entre uma sessão e outra, um paciente e outro e todas as suas queixas e os motivos pelos quais o corpo parece não conseguir buscar os seus recursos vitais de recuperação, que as questões de individualidade parecem emergir... levantando toda aquela poeira que se escondia em algum lugar aparentemente confortável mas que a qualquer movimento gera um baita desconforto. o Indivíduo e sua Individualidade a relação entre o ser e o existir, a relação consigo e com o meio externo.   Tentamos provar que somos perfeitos e fazemos sempre o melhor, buscamos ser o melhor filho, parceiro, profissional, amigo e ser a melhor pessoa que podemos ser, na contra mão o mundo parece abrir as portas apenas para aqueles que são os melhores, parece não haver tempo de parar, se identificar e questionar o que é mesmo o melhor. Os padrões estão espalhados por todos os cantos em que olhamos, existe sempre as receitas infalíveis de como ser o melhor dos melhores em alguns passos. O corpo parece funcionar como uma orquestra desafinada, algum instrumento parece estar fora de compasso, o cérebro as vezes lembra aquele maestro desesperado por harmonização.
Existe uma espécie de balança no organismo entre aquilo que colocamos pra dentro e o que estamos doando para o meio externo. Enquanto busco ser o melhor dos melhores, será que estaria sendo o melhor comigo mesmo? A energia que nos ofertamos não pode ser menor do que a que fornecemos, não é possível realizar uma maratona sem ingerir nutrientes... não é possível levar uma vida sem reconhecer o que desejamos e quem somos. As experiências de vida vão deixando suas marcas, a cada passo, frustração, conquista ou recompensa o corpo vai registrando sobretudo aquilo que garantirá a sobrevivência; as couraças e proteções vão sendo gentilmente colocadas uma acima da outra, por vezes de formas tão repetitivas que não resta nada além de distanciar-se de si. Nesta orquestra se torna necessário silenciar alguns instrumentos para que o "cérebro maestro" identifique da onde vem o ruído, não é preciso parar a música para que se harmonizem os sons mas é preciso um olhar atento para cada instrumento.
Essas questões muitas vezes inquietam a alma, talvez estar longe de si mesmo é mais um dos fracassados programas de sobrevivência do nosso corpo esgotado que garante apenas mais alguns quilômetros da maratona, somente podemos encontrar um bom caminho quando levantamos a hipótese de estar perdido. 
Comece lembrando de que precisamos de um momento apenas para nós mesmos, onde essas questões possam ser levantadas e de preferência que não existam respostas automáticas, esses alertas vermelhos nas lacunas que se estabelecem é que vão nos guiar a um encontro próprio, identifique seu aporte energético ou seja, quais os recursos usamos para nos abastecer enquanto indivíduo e então responda a questão se de fato está sendo o melhor e em seguida assuma as rédeas da sua história. Podemos ser o melhor para o mundo quando nos tornarmos melhores a nós mesmos! Provavelmente precisaremos de ajuda nessa caminhada, mas ela pertence apenas a quem percorre.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O estresse pode ser bom, e medidas simples podem ajudar gerenciá-lo





Você sabia que a reação de estresse é essencial para que o corpo permaneça vivo? Ele precisa aprender a se preservar e a reagir às agressões do meio externo, podendo superá-las e se adaptar a elas. O termo correto do estado patológico do estresse é distresse, que está ligado ao esgotamento.
Geralmente o estresse patológico é acionado por sentimentos de angústia, ansiedade e depressão. A sobrecarga do cotidiano, as mudanças no estilo de vida, as perdas, a instabilidade financeira entre outras diversas fragilidades leva o organismo ao desequilíbrio, prejudicando os mecanismos de defesa neuroquímicos e imunológicos, facilitando o aparecimento de doenças.
O melhor caminho para lidar com o estresse é trazê-lo para seu lado fazendo com que seu organismo reconheça os seus benefícios e facilite a eliminação dos agentes agressores. Para atuar na causa do estresse e preparar o organismo para lidar com situações estressantes no futuro, a Microfisioterapia pode ser a solução!
Técnicas de relaxamento, atividade física, reeducação do sono, investir em momentos de lazer e alimentação balanceada são algumas opções para aliviar os sintomas do estresse. Mas não funciona de forma igual para todos! Mudanças no estilo de vida podem ajudar a prevenir este mal moderno. 

Algumas dicas para controlar o estresse:

- Reflita sobre o que pode estar causando seu estresse.
- Mantenha um diário sobre o que está acontecendo quando você se sente estressado.
- Anote os sintomas (isso vai ajudar até mesmo numa consulta, pois o estresse pode ser difícil de diagnosticar)
- Limite a ingestão de cafeína e álcool e não use nicotina, ou qualquer outra droga.
- Faça pausas no trabalho, nem que seja para caminhar e beber água.
- Equilibre atividades divertidas com seu trabalho e tarefas familiares.
- Programe um tempo de lazer todos os dias. Sim, todos os dias tire nem que seja alguns minutos para distrair-se. Pode ser assistindo um filme ou jogando no celular.
- Passe seu tempo com as pessoas de quem você gosta, incluindo a sua família.
- Aprenda algo novo: tocar um instrumento, um esporte, pintar, artesanato

A Microfisioterapia pode ajudar no alívio de estresse através da harmonização do funcionamento dos órgãos internos e fortalecimento do sistema imunológico, assim como o tratamento da ansiedade e outros sintomas que podem aparecer concomitantemente. Com o decorrer das sessões, o paciente começa a enxergar determinadas situações, que antes eram estressantes, de modo diferente. Consegue superar traumas e olhar para o futuro de modo diferente. Procure um especialista!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Glândula Adrenal - Pode ser a causa de esgotamento físico e emocional




Hoje resolvi abordar um tema muito recorrente no consultório, seja quando o paciente busca ajuda para as questões somato-emocionais ou quando alterações físicas geram limitações e incapacidades (ex:  Fibromialgia, fadiga, dor, lesões osteomioarticulares de repetição entre outras) que é a fadiga crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (hipoatividade do eixo HPA) também conhecida e descrita como Fadiga Adrenal. 

Vivemos numa geração de estímulos nocivos recorrentes: emocionais, físicos, químicos, tóxicos e  sociais. vou listar alguns dos fatores principais que colaboram para a fadiga adrenal: 
  • Cigarro
  • Cafeína 
  • Excesso ou falta de Exercícios 
  • Estresse emocional 
  • Problemas de relacionamento 
  • Violência Urbana 
  • Bullying 
  • Preocupações excessivas com familiares 
  • Alergia 
  • Pressão financeira 
  • Medo 
 

A Adrenal 

As glândulas adrenais são parte importante do sistema endócrino, que é responsável pela pressão arterial, ciclo do sono, imunidade, regulação do metabolismo do sódio, do potássio, da água, dos carboidratos e também regulação das reações do corpo humano ao estresse , através de um sistema denominado eixo HPA. 
Estas glândulas constituem a primeira parte do corpo a serem atingidas pelos efeitos do estresse e nessas situações passam a funcionar de forma errada, não secretando os hormônios que deveriam. O estado de estresse crônico em sua fase mais avançada ocorre devido a falência parcial da glândula adrenal, o que provoca a diminuição gradativa do cortisol. Como o cortisol equilibra o sistema imunológico, na sua falta, a pessoa fica mais suscetível a inflamações, infecções, alergias, dermatites, dores musculares e articulares. 

Eixo HPA 

É um conjunto complexo de relações e sinais que existem entre o hipotálamos, a hipófise e as glândulas adrenais. Esta relação é uma parte indispensável da nossa existência e tem sido objeto de grandes estudos. 



Sintomas 

  • Dificuldade em se levantar todas as manhãs, mesmo tendo dormido bem 
  • cansaço persistente, que atrapalha o convívio social, vida profissional e prática de atividades físicas 
  • Incapacidade em lidar com o estresse, irritação intensa 
  • desejo por alimentos calóricos pois busca-se energia inconscientemente (caloria = energia) 
  • Níveis mais elevados de energia a noite 
  • Sistema imunológico enfraquecido 
  • baixo poder de concentração 
  • Asma e outras alergias respiratórias 
  • Olheiras
  • Vertigem 
  • Compulsão por café e/ou bebidas estimulantes 
  • Cansaço extremo após exercício ou impossibilidade de realizar exercício 
  • Cansaço extremo após uma situação estressante 
  • Dor nas articulações 
  • Dor de cabeça crônica, dor lombar, e outras dores que não melhoram 
  • Pressão arterial baixa  (principalmente se renina/aldosterona/adrenalina estiverem baixa também)
  • Desejo por alimentos salgados  (principalmente se renina/aldosterona/adrenalina estiverem baixa também) 
  • Baixo desejo sexual
  • Ganho de Peso  
Se você tem tido dificuldade para acordar, come exageradamente durante a tarde, não demonstra interesse por sexo e se irrita com facilidade, é hora de procurar ajuda! fadiga adrenal ocorre devido a exposição prolongada ao estresse do trabalho, emocional ou doença crônica. Testes laboratoriais podem ajudar porém são muitas vezes inconclusivos. Por ser um assunto bastante complexo e como disse no início bastante recorrente na prática, vou abordar outras questões relacionadas em um próxima oportunidade. 

Comente aqui, tire suas dúvidas, vamos ajudar divulgar conhecimento para que mais pessoas possam se tratar adequadamente - Cuide-se! 
fadiga crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo – hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at: http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal#sthash.bsitrQeE.dpuf
diga crônica associada a diminuição da atividade do eixo hipotalámo – hipósise – adrenal ( hipoatividade do eixo HPA) - See more at: http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/envelhecimento/fadiga-adrenal#sthash.bsitrQeE.dpuf
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ansiedade além dos sintomas emocionais e Microfisioterapia




Segundo o site ansiedade.com.br “a ansiedade é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central (SNC) consequente a interpretação de uma situação de perigo”.


Este relato mostra uma relação estreita entre o caráter corpo e mente, permitindo que em momentos de estresse possamos passar por sintomas não só emocionais, como a inquietação e a insônia, mas também físico, ordenados pelo SNC, como é o caso da taquicardia (palpitação), sudorese, tremores, tensão muscular aumento das secreções (urinárias e fecais) aumento da motilidade intestinal, cefaléia (dor de cabeça). Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico (Crise ansiosa aguda).

Um estudo promovido nos anos de 1993 a 1995 na França, utilizando um questionário antes e após uma única sessão de Microfisioterapia, testou 195 pessoas que sofriam com ansiedade, sendo elas 81% mulheres. A pesquisa apresentou um resultado de diminuição média de 32% nos sintomas das participantes no estudo.



Os momentos de estresses que passamos no decorrer de nossas vidas acarretam memórias, que permitem ao nosso corpo tentar nos proteger de um novo acontecimento parecido. Mas muitas vezes o nosso organismo ao tentar nos proteger acaba por acarretar disfunções, levando até a doença graves em alguns casos.

A ansiedade tem se mostrado uma doença que afeta não só adultos como também crianças. Quem não conhece pessoas que são inquietas, que não conseguem parar um segundo, que apresentam uma compulsão inexplicável por doces, ou mesmo que sentem aqueles sintomas físicos antes de provas, de palestras onde se tem que falar em público, em reuniões de negócio, ou mesmo em sair pelas ruas no meio de multidões?

Milhares de estudiosos atualmente tem se dedicado em buscar soluções para estes males, e cada vez mais surge técnicas para melhorar estes sintomas de forma alternativa, como é o caso da Microfisioterapia.

Fonte: Microfisioterapia.org

domingo, 30 de outubro de 2016

Seja Otimista :-)

Não bastasse o lucro emocional de escolher ver a vida pelo lado bom, a ciência já provou que, com isso, você também sai ganhando em saúde e longevidade.
A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Na pesquisa conduzida com mulheres, se descobriu que as mais otimistas e felizes tinham menos risco de desenvolver doenças do coração, pressão alta e diabetes.
O porquê? Pessoas mais positivas lidam melhor com o stress, tendem a se cuidar mais e responder melhor a tratamentos de saúde; elas se exercitam com mais frequência, fumam menos e têm um estilo de vida que reflete na saúde, explica a pesquisa!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Placebo, Nocebo, Mente e Cura...









Existe, dentro da Medicina, uma corrente que procura explicar todos os eventos como fatos moleculares. Acham seus representantes que só existe a matéria e que todos os fenômenos não perceptíveis pelos sentidos ou não demonstráveis na matéria simplesmente não existem. É um conceito um pouco estranho, porque, depois da teoria da relatividade, de Einstein, sabe-se que tudo no Universo é energia e que a matéria é apenas um estado da energia.
De todos os tipos de energia os sentidos humanos só têm capacidade de captar quatro: luz, cor, som e eletricidade, esta última a partir de certa intensidade. Além desses quatro existem os raios X , os raios gama, as ondas de rádio, as microondas e um número não conhecido de outras energias. Tudo o que existe tem determinado nível de energia. A matéria sólida é o nível mais baixo da energia. O que separa a matéria de um pensamento é apenas a freqüência vibratória.
A corrente materialista chega a afirmar que a mente é um produto do cérebro, embora ninguém saiba exatamente o que é a mente e nem os materialistas saibam por que secreções o cérebro geraria a mente.
Sabe-se, entretanto, que a mente causa efeitos no corpo, sendo o estresse psicológico, isto é, todo o conjunto de alterações físicas decorrentes de pensamentos de medo ou preocupação um dos campos de maior interesse da Medicina atualmente, visto que um grande número de doenças está comprovadamente ligado à elaboração de pensamentos de tensão.
Os placebos por exemplo, são muito usados em testes clínicos de novas drogas. Para determinar se uma determinada substância é eficiente, ela é comparada com uma inócua, quimicamente inativa. Assim, num estudo às cegas, metade de um grupo toma pílulas com o novo medicamento e a outra metade, pílulas de farinha. Em teoria, estes indivíduos não deveriam sentir nenhum benefício, mas na prática não é o que ocorre. Em média, cerca de 30% dos participantes que tomam placebo sentem alguma melhoria em sua situação.
Desacreditado como mera sugestão do paciente e até ignorado por várias décadas, o efeito ganhou a atenção da ciência no início deste século, quando várias pesquisas começaram a mostrar que ele é realmente efetivo. E não somente nos testes clínicos. Ao “botar fé” que o tratamento recebido vai funcionar, o paciente desencadeia uma série de reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do sistema imunológico (o exército de defesa do organismo).
Os mecanismos fisiológicos por trás desses resultados ainda não são bem compreendidos, mas alguns trabalhos já lançaram algumas pistas. Um estudo da Universidade de Wisconsin, divulgado em 2004, observou que pacientes mais otimistas quanto ao seu tratamento tendem a apresentar níveis mais baixos de cortisol, hormônio liberado em situação de estresse e que, em altas doses, pode inibir o funcionamento das defesas do organismo.
Testes demonstraram mudanças mensuráveis, tais como a liberação de analgésicos naturais, alterados padrões de disparo neuronal,diminuição da pressão arterial ou frequência cardíaca e aumentou a resposta imune, tudo dependendo das crenças do paciente. Há mesmo indícios de que alguns medicamentos funcionam, amplificando um efeito placebo - quando as pessoas não estão conscientes de que foram dadas as drogas, eles param de funcionar.
No outro lado, apenas acreditando que uma droga tem efeitos colaterais nocivos podem fazer você sofrer eles. O efeito nocebo, como é conhecida, pode até matar.
Sempre foi assumido que o efeito placebo só funciona se as pessoas estão enganadas em acreditar que elas estão recebendo uma droga real ativa. Mas agora parece que isso não pode ser verdade. A crença em si mesmo o efeito placebo - em vez de uma droga em particular - pode ser suficiente para encorajar os nossos corpos para curar.
Em um estudo recente, Ted Kaptchuk da Harvard Medical School, em Boston, e colegas deu algumas pessoas com síndrome do intestino irritável uma pílula inerte.Disseram-lhes que as pílulas eram "feitas de uma substância inerte, como pílulas de açúcar, que foram mostrados em estudos clínicos para produzir melhora significativa dos sintomas IBS através do corpo-mente os processos de auto-cura", que é perfeitamente verdadeiro. Apesar de saber as pílulas foram inerte, em média, os voluntários classificados como moderadamente os seus sintomas melhoraram após tomá-los, ao passo que aqueles dados não comprimidos disse que houve apenas uma ligeira alteração.
"Todo mundo pensou que não iria acontecer", diz o co-autor Irving Kirsch, um psicólogo da Universidade de Hull, no Reino Unido. Ele acha que a chave estava dando a pacientes algo em que acreditar dentro "Nós não apenas dizemos, aqui está uma pílula de açúcar". Explicamos aos pacientes porque ele deve funcionar, de uma forma que seja convincente para eles. "

Comece dizendo à "pílula" que escolher usar que ela fará um excelente trabalho! 

sábado, 27 de agosto de 2016

A glândula pineal e seus mistérios

A Pineal e a nossa mente 

 

A glândula pineal sempre gerou um grande interesse. Descartes costumava comentar sobre essa pequena glândula localizada bem no centro do nosso cérebro, dizia que ela era o “cerne” da nossa alma e o núcleo onde se geram todos os nossos pensamentos. Não falta quem se refira também a essa estrutura como o nosso “terceiro olho”, esse foco de energia que nos ofereceria uma espécie de percepção que iria além do sentido da visão.

Deixando de lado essas perspectivas místicas ou espirituais e sua tradição romantizada, a glândula pineal ou epífise neural tem uma função interessante e enigmática. Regula nossos ciclos, nossos ritmos circadianos, a entrada na maturidade sexual e até mesmo muitos dos nossos sentimentos. É uma estrutura tão singular quanto fascinante.

Um dos aspectos mais interessantes da glândula pineal é que mesmo sendo tão pequena (apenas 8mm) recebe um imenso fluxo de sangue, quase tanto quanto os nossos rins. Tem o formato de árvore (daí o seu nome “pineal”) porém seu tronco e seus ramos, costumam se solidificar muito cedo. Entre os 12 e os 20 anos já demonstra uma certa calcificação.



A glândula pineal é uma estrutura sensível à luz, por isso uma de suas principais funções biológicas é secretar melatonina. Esse hormônio é derivado da serotonina e molda nossos padrões de vigília e sono (os ritmos circadianos) e regula nossa entrada na puberdade.

Além disso, sabe-se que ela atua como um afiado relógio biológico e que sua atividade é muito intensa até os 7 ou 8 anos, momento em que a produção de melatonina começa a cair e aos poucos começam a entrar em ação os mecanismos da maturidade sexual.

Alguns estudos indicam que esta estrutura é muito sensível a certos produtos químicos ambientais. Ficou constatado que em alguns estados americanos as meninas entraram na puberdade mais cedo devido à exposição a certos componentes, como por exemplo, o fluoreto. Estamos diante de uma glândula que apesar de estar integrada justamente no centro do nosso cérebro, é incrivelmente sensível ao ambiente em que estamos inseridos. É um minúsculo componente biológico no ser humano e um órgão vestigial em alguns animais.
 
A tuatara, por exemplo, é um tipo de réptil endêmico da Nova Zelândia conhecido por ter bem no meio da sua cabeça um “terceiro olho parietal ou pineal”. Possui uma retina, é cristalino e cumpre funções hormonais e de termoregulação. Sem dúvida, algo fascinante.

Como cuidar desse pequeno regulador interno

Os neurologistas buscam acima de tudo separar esse aspecto místico ou espiritual do científico. Estamos diante de uma pequena estrutura que apresenta muitos aspectos ainda desconhecidos e por isso publicações como o “Journal of Pineal Research” nos oferecem constantes estudos visando delimitar um pouco mais a epífise cerebral, que muitos consideram como uma “chave mestra” da ativação de grande parte de nossas glândulas internas.

A partir de agora vamos ter em mente esse “pequeno olho” interno que regula secretamente muitos de nossos ciclos no dia a dia. Pense nele como se fosse uma bússola e como um pequeno e maravilhoso órgão que permitirá que você sintonize muito melhor o seu corpo e o ambiente ao seu redor.

  • Regule seus ciclos e hábitos de vida. A glândula pineal é um regulador endócrino sensível à luz, isso significa que precisa manter uma adequada harmonia com os ritmos da luz solar. Por isso, é aconselhável dormir sempre na mesma hora.
  • Outro aspecto a ter em mente sobre essa estrutura é que os campos eletromagnéticos a afetam. Da mesma forma que a luz, esses tipos de ondas interrompem o processo de secreção de melatonina. Algo tão comum como ir para a cama com o celular ou o computador pode provocar pequenas alterações na glândula pineal. Tudo isso se traduz em insônia, fadiga, estresse ou redução do rendimento no trabalho. É muito importante ter isso em mente.
  • A meditação e os instantes de calma. A epífise cerebral permite que potencializemos nossos instantes de calma e relaxamento para nos conectarmos melhor com nós mesmos. As pessoas que praticam a meditação experimentam uma sensação agradável graças às endorfinas liberadas pela glândula pineal, nos recompensando por esses instantes enriquecedores onde corpo e mente encontram-se em harmonia.
Como você pode ver, estamos diante de um tema interessante que tem novos aspectos sendo descobertos a cada dia.

O que a mente tem a ver com a pele

O que a mente tem a ver com a pele

A mente é algo sobre o que todas as pessoas falam, mas ninguém sabe o que é. Existem pesquisadores que acreditam que a mente é um produto do cérebro e buscam encontrar sua sede nesse órgão. Outros acham que a mente existe antes do cérebro, sendo a programadora do que se passa nele. Ambas as correntes de pensamento têm provas razoavelmente convincentes do que afirmam.
Seja o que for, a mente é onde se produzem os pensamentos. A partir deles, desencadeia-se uma série de fenômenos físicos através do cérebro, que é o local de reconhecimento de todos os fatos que se passam no organismo.

Origem embriológica

A pele e o sistema nervoso, do qual o cérebro é o órgão central, têm a mesma origem durante a formação do embrião. Ambos derivam do ectoderma, o folheto externo do embrião, que, na sua evolução, dobra-se sobre si mesmo formando um tubo, chamado tubo neural. A parte que fica por fora vai formar a pele e a parte interna vai desenvolver o sistema nervoso.
Portanto, desde o início, a pele está em ligação direta com o sistema nervoso, enviando-lhe constantemente informações sobre o meio externo.

Comunicação pele-sistema nervoso

Do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam como os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos do organismo, incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam à derme (segunda camada da pele), aos vasos e à camada mais superficial, a epiderme.
As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídios, que levam o código dos pensamentos ocorridos na mente para a pele.
Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o sistema nervoso central pelo sangue ou pelos nervos, lá gerando pensamentos.
A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele é constante e imediata, provocando alterações muito sutis, na maioria das vezes invisíveis e não percebidas pelas pessoas, como as alterações na produção do suor.




sábado, 30 de janeiro de 2016

As dores no corpo podem ter origem em órgãos, assim como a dor no braço em um Infarto do Miocárdio





Aqueles que conhecem a minha abordagem profissional sabem da importância que dou as questões, ambientais, emocionais, orgânicas, energéticas e sociais do indivíduo., todas essas questões se complementam tornando o diagnóstico e tratamento eficiente. Hoje gostaria de abordar uma  questão clínica muito comum, limitante e muitas vezes desconhecida pela população em geral que é a relação fundamental dos órgãos internos com os demais sistemas que os cercam, sobretudo musculoesquelético.
O ser humano é um todo: um conjunto de ossos articulados e músculos que permitem que você se mova, nervos, glândulas e órgãos que garantem o funcionamento do todo. A vida é movimento, ritmo, trocas e constante adaptação a novas situações: assimilação, rejeição, de defesa etc. Até a morte em que aparentemente tudo para.
Na vida cotidiana, os músculos esqueléticos são as ferramentas para exercermos as nossas atividades. As vísceras são os meios pelos quais a demanda de energia e manutenção muscular será suprida e os detritos serão removidos. Sem uma comunicação contínua e altamente integrada destes sistemas, o corpo não pode atingir o equilíbrio.As vísceras têm liberdade de movimento graças às fáscias que as envolvem, que por sua vez constituem superfícies deslizantes. O abdômen, cavidade pélvica, torácica e craniana têm conjuntos de vísceras móveis.Por trás de muitas doenças musculoesqueléticas dolorosas encontra-se um bloqueio visceral (as vísceras deixam de ser livres nas cavidades a que pertencem e se solidarizam com outra estrutura). Esta relação é produzida pelos reflexos víscero-somáticos.
Os reflexos somato-viscerais e víscero-somáticos são conhecidos há muito tempo. Este tipo de interações reflexas são muito importante na prática clínica e para a o diagnóstico e tratamento fisioterápico. Um exemplo conhecido de um reflexo víscero-somático é a dor e rigidez muscular do ombro esquerdo que se observa no começo de um Infarto do Miocárdio. O estímulo nociceptivo do miocárdio comprometido (estrutura visceral) estimulam não só as vias que interpretam a dor no ombro (estrutura somática) como também provocam a ativação de neurônios que inervam a musculatura do ombro , o que provoca um aumento do tônus (contratura). Outras doenças viscerais também frequentemente encontradas concomitantes a queixas músculo articulares são as infecções na bexiga, pedra nos rins, endometriose que se comunicam diretamente com a coluna lombar. São breves exemplos de um sistema extremamente complexo que estão interligados harmonicamente na manutenção da saúde ou envolvidos diretamente no adoecimento de algum órgão, estrutura ou sistema do corpo humano e por isso requerem atenção e tratamento específicos para sua recuperação.




A terapia manual dispõe de um arsenal imenso para o tratamento dessas alterações podendo ser feitas manipulações osteopáticas viscerais e estruturais, através da microfisioterapia buscando a causa primária dessas desordens víscero-somáticas na memória celular ou mesmo com  terapias das fáscias (fasciaterapia) entre inúmeras outras técnicas que proporcionam alívio definitivo das dores de origem víscero-somáticas. Recursos naturopáticos e de regulação do sistema nervoso autônomo também podem ser empregados em conjunto com essas técnicas.
O que se faz necessário é a avaliação correta e detecção precoce destas alterações funcionais para que o melhor método seja empregado restaurando a harmonia entre os órgãos e seus sistemas. E isso se faz de forma integrativa, respeitando o que há de único entre um indivíduo e o outro. 






domingo, 24 de janeiro de 2016

Microfisioterapia - Conheça um pouco mais sobre a técnica que pode ajudar você restaurar sua saúde.



A Microfisioterapia é uma técnica de terapia manual que consiste em identificar a causa primária de uma doença ou sintoma e estimular a auto-cura do organismo, para que o corpo reconheça o agressor (antígeno) e inicie o processo de eliminação. Essa agressão primária deixou traços (cicatrizes) que atrapalham o funcionamento das células, esses traços ficaram guardados na memória do tecido, por uma deficiência do sistema imulógico que não conseguiu eliminar o agressor. Técnica de Terapia Manual desenvolvida na França em 1983 pelos fisioterapeutas e osteopatas Daniel Grosjean e Patrice Benini, Seu embasamento teórico iniciou pelos estudos da embriologia, filogênese e ontogênese. Com essas informações desenvolveram mapas corporais específicos (similares aos meridianos de Medicina Oriental) e gestos manuais específicos e suaves que permitem identificar a causa primária de uma doença ou disfunção e promovendo o equilíbrio e manutenção da saúde. A Abordagem Manual é realizada seletivamente por camadas especificas do corpo. 





Porque a Microfisioterapia pode me ajudar?

Porque é fundada sobre um princípio natural e elementar da vida: ajudar o corpo a evacuar todos os traumas passados ou presentes que guarda na memória celular e que o impedem de funcionar bem, como pequenos grãos de areia numa mecânica. Diariamente, o nosso corpo luta contra agressões de todas as naturezas e diferentes intensidades, provindo do exterior (micróbios, toxinas, choques físicos ou emocionais) ou o interior (fraqueza de um órgão, cansaço, problemas existenciais). Geralmente, o nosso organismo autocorrige-se em silêncio sem que seja percebido. Contudo, se as infrações não forem identificadas, não reconhecidas ou muito fortes, o corpo não pode reagir de forma eficaz: a agressão deixa então uma espécie “cicatriz” nos tecidos, uma memória do acontecimento. Apesar deste vestígio, causar uma impressão de cura, o acúmulo destas memórias pode fazer com que uma dor apareça, uma doença se desenvolva, e que o corpo, se enfraqueça, sendo incapaz de lutar. Então, aparecem as dores e doenças crônicas. A microfisioterapia vai ajudar na eliminação natural destas memórias que enfraquecem o nosso organismo. Quando liberado o obstáculo, o corpo vai então poder reencontrar as capacidades que perdeu, às vezes mesmo após anos.

Quantas sessões são necessárias para se obter um bom resultado?
 
Para um sintoma dado, 3 sessões são o máximo. Normalmente, uma sessão é suficiente para se obter um bom resultado. A segunda sessão pode ser realizada dependendo de como se desenvolveu a primeira, se o terapeuta achar necessário ou se o paciente ainda apresentar queixas. As sessões deverão ser espaçadas de 3 semanas à 1 mês, para que o corpo tenha tempo de fazer seu trabalho. Se o problema for agudo, é provavelmente indicado duas sessões seguidas. Além disso, se 3 sessões não for o suficiente para reencontrar o vestígio deixado no organismo pelo acontecimento responsável pelos sintomas, é porque essa lesão está em outros campos de investigação e é por isso que a técnica está em contínua evolução. Por outro lado, é conveniente efetuar uma sessão por ano, a título preventivo, o paciente pode escolher realizar sessões a cada 6 meses para controle ou sempre que tiver sintomas agudos.

Como o fisioterapeuta percebe essas memórias na pele? 

A sensação que o fisioterapeuta procura no corpo do paciente é a perda de ritmo vital. Qualquer atividade corporal tem seu ritmo vital dentro do organismo e também à superfície da pele. Estes ritmos vitais são percebidos pelas mãos como “micromovimentos”. O fisioterapeuta vai palpar diferentes zonas do corpo a fim de verificar se os ritmos são normais, essa palpação se faz em um movimento de aproximação das mãos. Se os ritmos estiverem ausentes, isso significa que existe uma “cicatriz”, fonte de uma disfunção na região ou a distância. É essa sensação que vai guiar o terapeuta a seguir o caminho que a agressão percorreu no corpo e consequentemente ativar sua auto cura.

Como é realizada a sessão? 

Uma sessão de microfisioterapia dura cerca de 30 a 45 minutos. Após ter exposto as razões da consulta, o paciente, ainda vestido, se deita sobre uma maca. O fisioterapeuta vai primeiro localizar e identificar as cicatrizes que obstruem o corpo controlando os ritmos vitais. Ao detectar uma perturbação, ele vai usar palpações sutis para re-informar o organismo da presença desta cicatriz. Assim o corpo vai reencontrar a memória do choque, concentrar-se nela para eliminá-la definitivamente. O paciente permanece deitado durante a sessão e vai receber as informações dos bloqueios encontrados. Já nesse momento o corpo pode iniciar o processo de reconhecimento e eliminação do agressor, muitas vezes o paciente pode sentir cansaço e sonolência são percebidos antes que a sessão acabe.

Existem reações após a sessão? 

O trabalho que o corpo inicia vai provocar um ligeiro cansaço durante 1 ou 2 dias. É, assim, indicado que o paciente descanse após a sessão (não fazer esforço físico desnecessário, não dirigir por um longo período de tempo…). Para que este cansaço seja mínimo, é aconselhado ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia nos próximos dias que seguem a sessão, para facilitar o trabalho de eliminação. É comum também os sintomas físicos como diarreia, vômito, aumento da dor, febre, crise emocional ou sentimento de raiva por um ou dois dias. Isso acontece como sinal de liberação das memórias agressoras, o paciente deve então descansar e deixar o sistema imunológico trabalhar, com o mínimo de interferência medicamentosa possível, não esquecendo de beber muita água.

Porque não tratar somente a região dolorosa? 

Porque a memória traumática que causa a dor não está necessariamente no mesmo local. O corpo é uma máquina complexa com reações em cadeia que podem fazer-se em longas distâncias. É por isso que o tratamento não é localizado unicamente sobre uma região, mas sobre o conjunto do organismo, o fisioterapeuta considera o corpo na sua globalidade. Assim, dores lombares podem ter como origem as glândulas paratireoides situadas na base do pescoço: estas enviam uma mensagem química errada que provoca espasmos dos músculos da coluna a nível lombar. Por um diagnóstico micropalpatório compêndio, o fisioterapeuta poderá localizar e identificar a memória traumática que causa hoje a dor. Ajudando o corpo a eliminar esta cicatriz, vai causar não somente o alívio da dor, mas também vai ajudar o corpo a eliminar os riscos de recidivas, ou que essa memória desloque-se ou que ela cause uma degeneração.

É uma técnica científica? 

Hoje, considera-se ciência o que foi avaliado. O microfisioterapia foi objeto de mais de trinta tipos de avaliações, algumas em meio hospitalar e de acordo com protocolos rigorosos (duplo cego) mostraram o efeito benéfico da técnica de 74% de pacientes que sofriam de colopatia crônica. Investigações em laboratórios foram efetuadas da mesma forma referentes aos ritmos vitais do organismo vivo. Na Europa foram realizados 42 trabalhos científicos, no Brasil as pesquisas estão sendo realizadas, pacientes estão sendo examinados através das respostas do sistema nervoso autônomo e da variabilidade cardíaca antes e depois da sessão para que os resultados sejam examinados. Na Europa são 5.000 profissionais, lá o governo ja reconhece a microfisioterapia e paga por esse tipo de sessão, vendo-se tamanho benefício, na qualidade de vida, diminuição de medicamentos e bem-estar das pessoas.

Quais os problemas a Microfisioterapia pode aliviar? 

Muitas doenças e dores se devem a pequenas disfunções que se acumulam durante a nossa existência e terminam por enfraquecer o organismo. Essas disfunções podem ter com causa uma frustração, perdas, sentimentos de abandono, traumas que ocorreram na gestação, intoxicações e até mesmo as memórias hereditárias. A microfisioterapia ajuda o corpo a eliminar estas “cicatrizes” e pode ajudar a melhorar muitos estados de saúde. Ajuda o organismo a fazer sua reconstituição, evacuando os vestígios tanto emocionais como traumáticos. Muitos dos problemas de saúde podem encontrar uma possibilidade de melhora com a microfisioterapia.


Como é a sessão? 

A sessão dura em média de 30 a 45 minutos. Após relatar os motivos de sua consulta, o paciente se deita sobre maca, geralmente ainda vestido. Os ritmos vitais são mais fáceis de se perceber sobre roupas leves.

A primeira parte do trabalho é uma investigação micropalpatória que nos permite reencontrar a causa responsável pelo sintoma relatado, essas são chamadas cicatrizes patológicas. A segunda parte consiste em procurar o sintoma que a cicatriz causou. Nesta ordem, o terapeuta mantém sua mão na causa (cicatriz) e investiga com a outra mão a conseqüência (o sintoma) percorrendo a linha média do corpo à procura o nível afetado. Uma vez que o nível é definido, a procura é feita na linha transversal deste nível, o tecido atingido permite reencontrar o sintoma e a sua localização no corpo que se manifesta por uma restrição entre o tecido atingido no nível e o órgão afetado.

Neste momento, é possível dar aproximadamente a data em que o acontecimento instalou-se solicitando pela palpação uma resposta do órgão a uma data definida pelo terapeuta. O organismo do doente reage a esta data e a restrição é percebida pelas mãos do terapeuta. Embora não se possa compreender totalmente este fenômeno, a fixação de datas traumáticas são informações interessantes, pois elas permitem o paciente saber a origem da desordem. A compreensão da causa da dor presente, serve também como uma prevenção.

Uma vez identificada e localizada, a cicatriz é estimulada a desencadear os processos de auto cura, de maneira quase instantânea. É um diálogo direto com a memória tecidual da pessoa, efetuada por via palpatória, sem outro apoio. O mecanismo de auto correção é obtido desta maneira, igualmente tanto nos adultos como nos bebês.




Fonte: microfisioterapia.org